ATUALIZAÇÃO – JUNHO DE 2026
Após a publicação desta reportagem, o Inquérito Policial nº 0005707-78.2018.4.03.6181, que apurava os fatos mencionados na matéria, foi arquivado por decisão da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, proferida em 27 de maio de 2025.
O arquivamento ocorreu sem que houvesse condenação criminal decorrente da investigação citada nesta publicação.
Esta nota foi inserida com o objetivo de atualizar e contextualizar as informações para os leitores, preservando o registro histórico da reportagem originalmente publicada em março de 2018.
O texto abaixo reproduz o conteúdo originalmente publicado pelo Correio Notícia em março de 2018 e deve ser interpretado dentro do contexto investigativo existente naquele período.
Grupo de pastor preso por falsificação de diplomas comanda faculdade de Pão de Açúcar
Homem identificado como José Caitano Neto era o responsável pela emissão de diplomas em vários lugares do Brasil; ele e outras pessoas foram presas em São Paulo nesta quarta-feira (28)
Um pastor identificado como José Caitano Neto e outras seis pessoas foram presos nesta quarta-feira (28), em São Paulo, acusados de comandarem um esquema de emissão de certificados falsos de graduação e pós-graduação, segundo reportagem do portal da Folha de São Paulo divulgada nesta quinta (29).
José Caitano Neto e os demais suspeitos controlavam o Grupo Digamma Educacional, que comandava pelo menos oito faculdades espalhadas pelo país, entre elas a Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (Fasvipa), de acordo com a reportagem da Folha.
A apuração aponta ainda que os diplomas falsos eram emitidos no Itaim Paulista, extremo oeste da capital, numa sala comercial onde supostamente funcionaria um escritório de advocacia e contabilidade.
Cerca de 30 certificados diferentes podiam ser comprados no local, conforme a reportagem da Folha de São Paulo. Um diploma em administração, por exemplo, custava até R$ 35 mil. Já a graduação em medicina, cerca de R$ 100 mil.
Além da Fasvipa, o Grupo Digamma Educacional comanda as seguintes instituições: Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras (Facel), Sociedade Paranaense de Ensino e Informática (Spei), Afirmativo (Fafi), Faculdade São Francisco (Fatest), Faculdade Educacional de Matelândia (Fama), Ação e Faculdade Estação (EBS). As instituições estão espalhadas pelo Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia e Alagoas.
O que diz a defesa
A defesa de José Caitano Neto afirmou para a Folha, por meio de nota, que a denúncia é falsa e partiu de um ex-funcionário que tentava “se livrar” de uma acusação de desvio nos cofres do Grupo Digamma Educacional, registrada na semana passada.
Segundo o advogado Ademir Sérgio dos Santos, que representa José Caitano, os documentos apreendidos nos escritórios do grupo são verdadeiros e foram esclarecidos à polícia. “Os fatos foram apurados de forma genérica sem sequer um resultado pericial que atestasse qualquer falsidade. (...) Trata-se de prisão arbitrária que com certeza será revogada de imediato pelo Judiciário”, declarou o advogado para a reportagem da Folha de São Paulo.
Antes de ser preso, José Caitano Neto havia afirmado à Folha que o responsável pela venda de diplomas em nome de suas faculdades também era um ex-funcionário, que já havia sido demitido. Segundo o pastor, o antigo empregado agiu “de má-fé com acordos obscuros com outras instituições, onde o mesmo falsificava assinaturas para a liberação de diplomas”, disse ele na ocasião por e-mail.
Utilize o formulário abaixo para comentar.
Dólar5,28895,29190.0052
Euro6,17906,2290-0.071


