Menos de 24 horas após ser preso em flagrante por manter a suposta namorada, uma adolescente de 16 anos, em situação análoga à de cárcere privado dentro de um canil, o homem de 20 anos foi colocado em liberdade e retornou à residência da vítima para ameaçá-la. O novo episódio ocorreu na noite dessa sexta-feira (24) e foi registrado pela Polícia Militar.
De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição do 7° BPM, lotada no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), situado na cidade, foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por volta das 22h30 para atender uma ocorrência de violência doméstica na Rua José Porfírio Gouveia, no bairro Camuxinga – o mesmo endereço onde a adolescente havia sido resgatada na véspera.
Ao chegar ao local, a equipe foi recepcionada pela genitora do suspeito. Ela informou aos policiais que a vítima e o autor estavam em vias de fato, trocando agressões físicas entre si. Ao perceberem a aproximação da viatura, ambos fugiram do local, não sendo localizados pela guarnição.
A comunicante relatou ainda que, no dia anterior (23), a adolescente havia sido encontrada em situação de cárcere privado, ocasião em que o autor foi preso em flagrante. Ele, no entanto, foi colocado em liberdade ainda no dia 24.
Diante da situação, a guarnição realizou as devidas orientações à solicitante, informando que, em caso de retorno das partes ou nova situação de conflito, o serviço de emergência deveria ser acionado imediatamente pelo número 190.
Foram realizadas rondas nas imediações com o objetivo de localizar os envolvidos, mas ninguém foi encontrado.
Cárcere privado
Na quinta-feira (23), a Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia Regional de Polícia (2ª DRP) de Santana do Ipanema, prendeu o mesmo homem em flagrante pelo crime de tortura. A adolescente foi encontrada deitada dentro de uma "casinha de cachorro", em ambiente insalubre, com forte odor e acúmulo de lixo. Ela não tinha acesso à rua, recebia alimentação de forma precária e não estava matriculada em nenhuma escola.
A delegada Daniella Andrade, titular da 2ª DRP, coordenou a ação que resultou na primeira prisão. A vítima foi encaminhada para atendimento psicossocial pela rede de proteção do município.
O novo episódio de violência doméstica levanta alertas sobre a eficácia das medidas protetivas e a necessidade de monitoramento mais rigoroso de agressores soltos pela Justiça.
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