Sete anos após a anulação do primeiro julgamento, os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, conhecido como “Preto Boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, o “Pé de Ferro”, foram novamente condenados pelos assassinatos do sargento da reserva da Polícia Militar de Alagoas, Edivaldo Joaquim de Matos, e de Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, além de outro crime relacionado ao caso ocorrido em 2006 na cidade de Batalha, Sertão do estado.
A nova decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri, que acolheu, mais uma vez, a sustentação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), conduzida pelo promotor de Justiça Thiago Riff, que apresentou provas consideradas contundentes sobre a autoria dos crimes.
Com a sentença, “Preto Boiadeiro” foi condenado a 32 anos e três meses de reclusão, enquanto Thiago Ferreira teve mantida a pena de 58 anos e quatro meses, totalizando mais de 90 anos de prisão somadas.
O primeiro julgamento havia sido anulado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) devido à presença irregular de uma estagiária entre os jurados, o que levou à realização de um novo júri.
Entendimento do júri
No novo julgamento, em relação à morte do sargento Edivaldo Joaquim de Matos, o réu “Preto Boiadeiro” teve reconhecida a autoria e materialidade do crime, com a qualificadora de motivo torpe, sendo rejeitada a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi absolvido quanto à morte de Samuel Theomar, mas condenado por outro crime relacionado ao caso, com reconhecimento de duas qualificadoras.
Já em relação a Thiago Ferreira dos Santos, o conselho de sentença reconheceu a autoria, materialidade e as qualificadoras nos crimes envolvendo todas as vítimas, resultando na manutenção da pena anterior.
Para o promotor Thiago Riff, a nova condenação era esperada diante do conjunto de provas reunidas ao longo das investigações.
“O Ministério Público mais uma vez cumpriu o seu papel. O júri foi sobre crimes cometidos há quase 20 anos e já havia expectativa de nova condenação, após a anulação do primeiro julgamento. Esperamos que essa decisão traga a sensação de justiça à sociedade, que não aguenta mais a impunidade de crimes bárbaros como estes”, destacou.
Com o novo julgamento, o caso volta a ser encerrado na esfera do Tribunal do Júri, representando um desfecho aguardado há anos pelas famílias das vítimas.
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